Viver fora do Brasil nunca foi apenas sobre trocar de país. Foi, desde o início, sobre trocar de pele. Lisboa ensinou-me isso aos poucos, com a paciência branda de quem sabe esperar o nosso tempo interno. Quando cheguei, tudo parecia simultaneamente vasto e íntimo — como se cada rua estreita tivesse uma história para me contar, e cada pessoa que passava carregasse um pedaço de saudade semelhante ao meu. Descobrir-me em Lisboa foi reaprender ritmos: o silêncio que mora entre uma estação de metro e outra, o cheiro do café forte nas padarias, o Fado que insiste em tocar dentro de nós mesmo quando não conhecemos a letra. Viver fora, percebi, não é um processo linear. Alguns dias somos gigantes; noutros, pequenos demais. Mas em todos, existe uma constância: crescemos. Foi aqui que compreendi o amor de um jeito diferente. Um amor que não depende de território, mas de presença — mesmo que essa presença, às vezes, seja apenas a nossa própria. Lisboa ensinou-me a ser minha companhia, a valorizar rotinas pequenas, a caminhar sem destino só para sentir a cidade respirar comigo. E, talvez o mais importante, foi aqui que percebi que o amor não precisa ser corrido. Ele pode ser tranquilo, maduro, e aparecer nos lugares menos óbvios: num amigo novo, num romance inesperado, ou num reencontro com partes de mim que eu tinha esquecido no Brasil. Entre Lisboa e o amor, aprendi que não existe distância capaz de diminuir aquilo que é verdadeiro. E que viver fora não nos tira raízes — apenas faz com que elas encontrem novos solos para crescer. Seja mais íntimo.. Queres conhecer-me melhor? Assine meus conteúdos e viva esta experiência comigo. Assinar Agora
O Lado Geek da Valentina que Poucos Conhecem
Há um lado meu que, durante muito tempo, ficou guardado — não por vergonha, mas por puro hábito. Aquela parte geek, apaixonada por universos paralelos, personagens complexas, histórias de fantasia e ficção científica… sempre existiu. E, quando finalmente deixei que ela respirasse, percebi o quanto molda quem sou hoje. Pouca gente sabe que eu cresci entre dois mundos: o real e o imaginário. Se no Brasil eu tinha o calor da rotina, era nos jogos, nos filmes e nos livros que eu encontrava a minha expansão. E esse lado geek viajou comigo até Lisboa. Continua aqui — agora, mais forte e vivo do que nunca. Sou aquela pessoa que se emociona com finais de sagas, que defende personagens como se fossem amigos próximos, que analisa trilhas sonoras de jogos como quem estuda poesia. Sou a que passa horas a montar setups, ajustar luzes e procurar detalhes que ninguém nota mas que fazem tudo ganhar vida. Ser geek nunca foi para mim sobre “fugir do mundo real”. Foi sobre ampliá-lo. Foi sobre ter espaços para respirar quando a vida parecia estreita demais. É um pedaço meu que me lembra diariamente que a criatividade é infinita — e que crescer não significa abandonar o encantamento. Quando falo de universos geeks, falo de casas onde sempre posso voltar. Mundos onde não preciso pedir licença para ser intensa, curiosa ou emocional demais. Um lembrete constante de que, mesmo adulta, posso continuar a ser encantada. Venha pro meu mundo.. Queres conhecer-me melhor? Assine meus conteúdos e viva esta experiência comigo. Assinar Agora
As Músicas que Embalam os Meus Dias
Cada fase da minha vida tem uma trilha sonora — e não digo isso como metáfora. A música acompanha-me desde o momento em que acordo, molda o ritmo do meu dia e, muitas vezes, traduz sentimentos que eu ainda não sei colocar em palavras. Nas manhãs tranquilas, deixo tocar músicas suaves, quase como um abraço silencioso: MPB leve, vozes femininas doces, melodias que me fazem sentir presente. É como se fossem a minha cerimónia diária de “acordar para mim mesma”. Durante o trabalho, entro noutra frequência. Sons eletrónicos, lo-fi, trilhas instrumentais — aquilo que me mantém focada e alinhada. Não é barulho. É energia. E à noite, quando o mundo acalma, deixo o romantismo assumir a sala. Baladas, R&B, músicas antigas que me lembram de quem já fui. Às vezes, danço sozinha. Noutras, apenas deixo a música ocupar o espaço que sobra dentro de mim. A verdade é que as minhas playlists contam a minha história melhor do que eu. E é por isso que a música nunca é casual. Ela é companhia, é cura, é confissão. Se um dia quiserem saber como estou — basta ouvir o que estou a ouvir. Vem me ouvir de perto.. Queres conhecer-me melhor? Assine meus conteúdos e viva esta experiência comigo. Assinar Agora
Como é Viajar Sozinha e Descobrir-me em Cada País
Viajar sozinha é um dos gestos mais corajosos — e mais libertadores — que já fiz por mim. No início, existia o medo natural: o receio do desconhecido, da solidão, da ausência de um “porto seguro”. Mas, quando finalmente dei o primeiro passo, percebi que o mundo é menos ameaçador e muito mais acolhedor do que nos ensinaram. Há algo mágico em entrar num avião sozinha. É como arrancar etiquetas antigas: expectativas dos outros, versões nossas que ficaram pequenas, medos herdados. Viajar sem companhia é, na verdade, viajar com a melhor companhia possível — nós mesmas. Em cada país, encontrei uma versão minha diferente. Em alguns lugares fui mais ousada, noutros mais introspectiva. Às vezes senti-me gigante; noutras, percebi o tamanho real da vulnerabilidade humana. Mas em todas as viagens, sem exceção, voltei com mais camadas. Descobri que a solidão não é inimiga. Ela é guia.Que o silêncio de uma cidade estranha pode ser mais curador do que qualquer conversa conhecida.E que estar sozinha nunca significou estar incompleta — apenas inteira demais para me encaixar nos mesmos espaços. Viajar sozinha transformou a forma como me vejo, como vejo o mundo e como escolho os caminhos que trilho daqui para frente. A verdade é simples:viajar sozinha não é fugir — é voltar a si mesma, país após país. Viaje comigo.. Queres conhecer-me melhor? Assine meus conteúdos e viva esta experiência comigo. Assinar Agora



